segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Estabilização Demográfica no Mundo Desenvolvido


O modo de vida urbano impôs a competição e individualidade que influenciaram diretamente na queda da natalidade dos países desenvolvidos a partir de 1950.


Desde o final do século XIX até o início do século XX o alto crescimento demográfico na Europa foi proporcionado pelas conquistas da Revolução Industrial (ver postagem sobre a Revolução Industrial e  o Crescimento Demográfico). Em contrapartida, todo esse crescimento populacional entrou em queda na segunda metade do século até os dias atuais por causa da mudança do modo de vida do homem e seus valores.



A Implosão Demográfica está relacionada a redução da base da pirâmide etária, ou seja, a implosão/redução da base/filhos/natalidade.



Aproximadamente em 1950 as taxas de natalidade e mortalidade entraram num constante declínio que levaram o crescimento vegetativo se aproximar de zero (0%) e esse fenômeno ficou conhecido como Implosão demográfica ou Estabilização demográfica, em consequência da população apresentar um crescimento populacional estagnado.
A família ficou em segundo plano em detrimento da carreira profissional nos grandes centros urbanos.

O decréscimo populacional ocorreu de forma tão intensa em alguns países que o crescimento vegetativo é negativo, ou seja, a população está diminuindo.

Possíveis fatores e causas da Implosão Demográfica:
- Crescimento da urbanização;
- Modo de vida urbano;
- Mudança do papel da mulher na sociedade (trabalho fora de casa);
- Competição no mercado de trabalho;
- Visão negativa dos filhos (custos de criação, perda da liberdade, entrave na carreira profissional);
- Invenção e difusão da pílula anticoncepcional;
- Exigência de uma melhor formação educacional e profissional;
- Crescimento de valores como o individualismo.
Os filhos são evitados no meio urbano devido as condições severas que são impostas no meio urbano
O crescimento da urbanização impôs a adoção de um modo de vida urbano que imbuiu na sociedade valores como individualismo, competição e exaltação da carreira profissional. Esse modo de vida impactou diretamente no número de filhos, devido a formação de uma família não ser mais uma prioridade, sendo até mesmo questionada como um modelo ideal de vida nos grandes centros urbanos.


A mudança do papel da mulher na sociedade, em que muitas deixaram as tarefas de casa e assumiram o trabalho extradomiciliar colocou a mulher numa posição de competitividade no mercado de trabalho. Assim, as mulheres passaram a deixar a prioridade da escolha de um parceiro e a geração de filhos para depois da conquista de estabilização na vida financeira.


A escolha de gerar filhos no meio urbano passou a ser considerada um risco para a carreira e capacitação profissional em vista que a criação de filhos exigem cuidados e custos.



Referências

Geografia -  Elian Alabi Lucci & Anselmo  - 2005








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